Vitor Hugo Pereira (RO) leva lições sobre o vôlei de praia após os Jogos da Juventude CAIXA 2026

Atleta de Rondônia aproveitou experiência em Foz do Iguaçu para conhecer novos atletas e aprimorar sua técnica

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Um atleta de ponta se faz com muito treino, evidentemente, mas também com muita conversa e observação. Foi exatamente esta estratégia que o rondoniense Vítor Hugo Pereira, 17 anos, adotou em Foz do Iguaçu (PR) durante sua participação nos Jogos da Juventude CAIXA 2026 no vôlei de praia. 

Nesta segunda-feira, 2 de novembro, ele competiu ao lado de Nicolas Bessa na disputa do nono ao 12º lugar na categoria masculina. Diante dos paulistas Matheus Beccheri e Renan Francisco, a dupla de Rondônia perdeu de 2 a 0 (parciais de 21/15 e 21/16) no jogo realizado na quadra localizada na Prainha. 

Mesmo com a derrota e uma campanha que o próprio atleta considera abaixo do esperado (em 2025 a equipe de Rondônia conquistou a prata na primeira divisão), Vítor Hugo prefere enxergar o lado positivo da experiência. Para ele, serviu justamente para melhorar seu jogo e preparação enquanto atleta. 

“É um momento bom para conhecer pessoas novas, de todos os estados e atletas que eu nunca vi. Pude conversar e trocar ideia de como eles jogam e treinam, falar sobre a nossa rotina de treinos, além de conhecer, fazer amigos novos. Isso é muito importante também”, explicou. 

Confira aqui todas as fotos dos Jogos da Juventude CAIXA 2026.

E qual aprendizado ele leva de Foz do Iguaçu? “A gente tem que focar bastante na nossa parte física. Nós vimos que precisamos ter esse preparo físico melhor”, garante. Contra a dupla de São Paulo, por exemplo, a derrota foi decidida justamente na reta final dos dois sets. 

Não é de hoje que Vítor Hugo Pereira utiliza estas competições para aprender mais com seus rivais. Em julho, a dupla teve a oportunidade de participar da etapa do Rio de Janeiro no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia sub-19. Eles furaram o qualifying e chegaram à fase final. Nicolas, seu parceiro, está em sua terceira participação nos Jogos da Juventude CAIXA.  

Estas experiências ajudam a estimular a prática da modalidade em Rondônia. Como em grande parte do país, o esporte lá começa dentro da escola. No caso deles, na escola pública Gonçalves Dias, em Ji-Paraná. É lá que os dois atletas tiveram o primeiro contato. 

“Querendo ou não, jogando assim a gente cria mais rodagem, né, para ter mais experiência de jogo também”, prosseguiu o jovem. 

Os Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026 são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu e do Governo do Paraná; patrocínio de Vale, Neoenergia e Wizard, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte; e têm a Urbia Cataratas como Parceiro Local. O COB conta com a CAIXA e Loterias CAIXA como Patrocinadores Olímpicos Nacionais Master, e com adidas, Vale, Tigre, Vivo, Medley, Neoenergia, Wizard, Dasa, Estácio, Neodent, Mormaii e Max Recovery como Patrocinadores Olímpicos Nacionais.

De brincadeira na quadra para competições na areia

Diferentemente de muitos atletas, Vítor Hugo começou no vôlei praticamente ao acaso. Descobriu o esporte apenas em 2021, quando já tinha 13 anos, em uma associação no Ji-Paraná. “Até então não passava de uma brincadeira”, admite. 

Ainda passaram uns dois anos até ele trocar de escola e perceber que o vôlei poderia ser algo mais do que uma ‘brincadeira’. No time escolar, participou de sua primeira competição e ficou em segundo lugar. Um desempenho que o apresentou ao técnico Alvanei Fonel e que lhe garantiu um convite para treinar em seu centro de treinamento na cidade. 

Quando já estava adaptado à quadra, um novo bate-papo o apresentou ao treinador Evandro Pires, nome reconhecido no vôlei de praia rondoniense. Foi ele que convenceu o jovem a experimentar a modalidade na areia – apesar de admitir ainda hoje que prefere jogar dentro de quadra. 

“Foi uma transição bem difícil. A quadra é mais compacta, então querendo ou não a gente salta bem mais na areia. É bem diferente [a preparação]”, afirmou. 

Mesmo assim, Vítor Hugo Pereira persiste e não recusa convites. Treina em uma arena focada em esportes na areia em Ji-Paraná e representa o estado em competições nacionais, como os Jogos da Juventude CAIXA 2026 e etapas do circuito brasileiro. Tudo para garantir o máximo de vivência possível. 

“É uma experiência muito boa para quem vive tudo isso. Eu estou aproveitando ao máximo que eu posso e está sendo uma experiência única”, conclui.

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