Em casa, Ana Laura Barreto conduz Paraná ao título no basquete feminino

Armadora foi a principal destaque do Paraná na conquista da primeira divisão no basquete feminino dos Jogos da Juventude CAIXA 2026

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Ser campeã dos Jogos da Juventude CAIXA não chega a ser uma novidade para Ana Laura Barreto, 16 anos, do Paraná. Na edição de 2025, em Brasília, ela também saiu com o título da primeira divisão do basquete feminino. Nesta temporada, porém, ela finalmente pôde comemorar um título em casa. 

Com 16 pontos e a liderança técnica dentro de quadra, ela comandou a seleção paranaense na conquista da medalha de ouro nesta terça-feira, 3 de novembro. Na final, uma incontestável vitória de 72 a 47 sobre Santa Catarina, reeditando a vitória na decisão do ano passado (71 a 66). 

O primeiro tempo foi bem mais equilibrado. Paraná assumiu a dianteira do placar, mas as catarinenses souberam controlar o ataque, perdendo por apenas sete pontos no fim dos dois primeiros quartos (34 a 27). 

A partir do terceiro período, porém, a defesa paranaense forçou os erros das adversárias e contou com um bom repertório ofensivo, alternando cestas de três pontos com jumps dentro do garrafão. A vantagem passou dos dez pontos e terminou em 18 faltando apenas o último quarto. A partir daí foi só administrar o resultado para comemorar o bicampeonato. 

Uma das três remanescentes do título de 2025 (ao lado de Laura Rosa e Luísa Bueno), a atleta pôde comemorar a vitória com a arquibancada cheia e literalmente em casa. Ela é uma das destaques da equipe de basquete feminino de Foz do Iguaçu há pelo menos duas temporadas. 

“É muito bom porque tem torcida, gritaria e todo mundo está apoiando. É muito bom ser campeã em casa”, admitiu. 

Confira aqui todas as fotos dos Jogos da Juventude CAIXA 2026.

Ana Laura Barreto nasceu em Goioerê, distante 260km de Foz do Iguaçu. Filha de uma ex-jogadora e treinadora de basquete, ela convive com o esporte desde pequena. Porém, em 2024, recebeu um convite e decidiu se mudar para a sede dos Jogos da Juventude CAIXA 2026 justamente para evoluir na modalidade. 

A estratégia deu certo. Ela é constantemente convocada para as seleções paranaenses de base e, nesta temporada, recebeu sua primeira oportunidade com a seleção brasileira sub-18 em períodos de treinos e jogos internacionais na China. Na competição nacional em Foz do Iguaçu assumiu o protagonismo desde a primeira partida e saiu como campeã invicta. 

“No ano passado, a nossa equipe era mais experiente, com meninas de 2008. Esse ano viemos com um time bem mais novo, apenas quatro atletas de 2010. Mesmo assim, a gente entrou de novo para ganhar e conseguiu”, afirmou. 

Os Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026 são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu e do Governo do Paraná; patrocínio de Vale, Neoenergia e Wizard, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte; e têm a Urbia Cataratas como Parceiro Local. O COB conta com a CAIXA e Loterias CAIXA como Patrocinadores Olímpicos Nacionais Master, e com adidas, Vale, Tigre, Vivo, Medley, Neoenergia, Wizard, Dasa, Estácio, Neodent, Mormaii e Max Recovery como Patrocinadores Olímpicos Nacionais.

2026.11.03 - Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu - IRPF - Basquete feminino - Equipe feminina do Paraná com Marcelo Sousa, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (centro) - Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens / @timebrasil
2026.11.03 – Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu – IRPF – Basquete feminino – Equipe feminina do Paraná com Marcelo Sousa, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (centro) – Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens / @timebrasil

São Paulo conquista medalha de bronze

Na disputa do terceiro lugar da primeira divisão, as meninas de São Paulo derrotaram o Rio de Janeiro por 53 a 41 na segunda quadra do Instituto Federal do Paraná (IFPR) na manhã desta terça-feira, 3 de novembro. O resultado garantiu a medalha de bronze no basquete feminino dos Jogos da Juventude CAIXA 2026. 

O placar foi construído logo no primeiro quarto. Com bom aproveitamento ofensivo e sólida atuação defensiva (forçando os erros da equipe fluminense), a equipe paulista abriu 18 a 8 – uma diferença que se manteve praticamente durante a partida. 

Em nenhum momento as jovens do Rio de Janeiro ameaçaram verdadeiramente tomar a liderança. Pelo contrário, chegou a aumentar para 13 pontos ao fim do primeiro tempo e nem mesmo a vitória na terceira parcial (14 a 11) reduziu a vantagem para menos de dois dígitos. Por fim, São Paulo soube segurar a diferença para fechar o placar.

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