Da ‘capital do basquete’ aos Jogos da Juventude CAIXA 2026: base de Franca leva São Paulo ao título do basquete masculino

Equipe de São Paulo derrotou Rio de Janeiro por 88 a 59 na final da primeira divisão masculina em Foz do Iguaçu

Voltar para
Voltar para

A medalha de ouro é do estado de São Paulo, mas a conquista do basquete masculino nos Jogos da Juventude CAIXA 2026 tem as marcas do Franca na modalidade. A ‘capital do basquete’ reconhecida até por lei federal foi a base da equipe paulista no título confirmado nesta terça-feira, 3 de novembro. 

Na final realizada na quadra 1 do Instituto Federal do Paraná, em Foz do  Iguaçu, os paulistas venceram o time do Rio de Janeiro por 88 a 59 em um jogo que começou truncado, mas que terminou com grande vantagem dos campeões. Para se ter uma ideia, o primeiro tempo reservava uma diferença de apenas nove pontos (40 a 31). 

Esta é mais uma experiência que estes jogadores de São Paulo dividem juntos. Dos nove jogadores inscritos pelo estado, oito deles integram a base do Franca, simplesmente uma das equipes mais tradicionais do basquete brasileiro e que revelou nomes como Helinho (atual técnico do time adulto) e Anderson Varejão. 

Apenas Enzo Milano joga no Hípica de Campinas e não integra a equipe sub-17 do time do interior paulista. 

“Todo mundo aqui joga há cinco, seis anos juntos, então a gente já tem um conhecimento de todo mundo. Fica muito mais fácil para jogar”, admite Matheus Mellim, um dos destaques da equipe. “Lá [Franca] é muito bom porque sempre tem vários caras importantes que sempre estão querendo ajudar”, complementa. 

Com passagem pela seleção brasileira de base, Matheus foi o grande maestro de São Paulo na decisão. Controlando o ritmo de jogo, ora ele pressionava, ora segurava a estratégia ofensiva paulista – o que levou o time do Rio de Janeiro a se confundir na marcação e se desgastar fisicamente. 

Logo no início o São Paulo abriu uma pequena vantagem, que deu mais tranquilidade para a equipe. O Rio de Janeiro buscava manter a diferença mínima ao adotar uma marcação mais agressiva. Não surtiu efeito: o primeiro quarto fechou em 22 a 13 para os paulistas. 

O time fluminense seguiu pressionando no segundo quarto e até diminuía a diferença para quatro ou cinco pontos, mas logo via a vantagem aumentar para nove ou dez pontos. Tanto que se manteve igual com 40 a 31 ao fim do primeiro tempo. 

Porém, no segundo tempo, o desgaste físico cobrou seu preço. Enquanto São Paulo ditava o ritmo com Matheus Mellim, Rio de Janeiro deixava espaços que eram aproveitados pelo rival. Assim, a vantagem não parou mais de subir. Ao fim do terceiro quarto era de 17 pontos (62 a 45) e rapidamente passou dos 20 pontos no último quarto até fechar em 88 a 59. 

“Emoção muito grande porque a gente passou por dificuldades nesse torneio. Nos dois primeiros jogos tivemos poucos jogadores, na fase estadual a gente também sofreu com lesões. Mas é gratificante conseguir esse título, ainda mais com esse time que para mim é uma família”, concluiu o jovem atleta. 

Os Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026 são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu e do Governo do Paraná; patrocínio de Vale, Neoenergia e Wizard, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte; e têm a Urbia Cataratas como Parceiro Local. O COB conta com a CAIXA e Loterias CAIXA como Patrocinadores Olímpicos Nacionais Master, e com adidas, Vale, Tigre, Vivo, Medley, Neoenergia, Wizard, Dasa, Estácio, Neodent, Mormaii e Max Recovery como Patrocinadores Olímpicos Nacionais.

2026.11.03 - Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu - IRPF - Basquete masculino - Matheus Mellim, número 9 (SP) - Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens / @timebrasil
2026.11.03 – Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu – IRPF – Basquete masculino – Matheus Mellim, número 9 (SP) – Foto: Alexandre Loureiro/COB. IG:alexandreloureiroimagens / @timebrasil

Paraná vence Mato Grosso do Sul na prorrogação e conquista o bronze

Se a final masculina do basquete nos Jogos da Juventude CAIXA 2026 foi decidida rapidamente, toda a emoção inerente a  uma partida disputada da modalidade foi reservada à disputa do terceiro lugar. Com direito a viradas e prorrogação, o Paraná levou a melhor sobre o Mato Grosso do Sul e garantiu a medalha de bronze. 

O jogo, realizado na quadra 2 do Instituto Federal do Paraná, terminou em 67 a 59 para a equipe da casa. O resultado, porém, não explica o que foi totalmente a partida.

O time da casa pulou à frente do placar no primeiro quarto. Equilibrando bem a defesa e o ataque, os paranaenses venceram a primeira parcial por 15 a 11, parecendo que encaminharia a vitória. A partir do segundo quarto, começou, enfim, a reação sul-matogrossense. 

O estado ajustou a defesa e, por mais que tivesse problemas em converter seus ataques, sofreu poucos pontos. Assim, venceu o segundo quarto por 14 a 11, diminuindo a diferença para um ponto (26 a 25) no intervalo. E também levou a melhor no terceiro quarto, pulando à frente no placar com 40 a 36. 

Contudo, quatro pontos no basquete ainda são uma diferença mínima e o Paraná partiu para o tudo ou nada no último quarto. Não só empatou, como também teve chances de virar. Mas no fim, restou os cinco minutos na prorrogação após o empate em 52 a 52 no tempo regulamentar. 

A seleção paranaense iniciou o tempo extra com tudo, abrindo 61 a 54 com menos de dois minutos para o fim. Mato Grosso do Sul não se abateu e chegou a diminuir para 61 a 59 com 25 segundos para o estouro do cronômetro. Porém, faltou fôlego para concretizar mais uma virada no placar. 

Adotando a tática de trocar faltas por lances livres, a equipe do Centro-Oeste viu os paranaenses terem um aproveitamento perfeito nos arremessos, enquanto o nervosismo e o cansaço a levou a desperdiçar seus ataques. No fim, a vitória de 67 a 59 garantiu mais uma medalha aos donos da casa nos Jogos da Juventude CAIXA 2026.

Notícias relacionadas