Silvia Helena, ex-atleta olímpica de handebol, vive Jogos da Juventude CAIXA na comissão técnica do Maranhão ao lado de sobrinha

Atleta olímpica em Pequim 2008, Silvia Helena acompanha a estreia da sobrinha Any Gabrielle, que começou no handebol por sua influência

Voltar para
Voltar para

Presença ilustre nos Jogos da Juventude CAIXA 2026, Silvia Helena Pitombeira conhece bem o significado de competição para quem sonha em construir uma carreira no esporte. Ex-atleta da Seleção Brasileira de handebol e atleta olímpica nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, ela disputou os Jogos Escolares em 1995, antes de se tornarem os Jogos da Juventude. Agora, 31 anos depois de Pequim, retorna ao evento como oficial da delegação maranhense, enquanto acompanha a sobrinha, Any Gabrielle, de 15 anos, em quadra.

A relação entre as duas com o handebol começou antes mesmo de Any chegar aos Jogos da Juventude. A jovem conheceu o esporte por meio da tia e começou a praticá-lo no Handebol sem Fronteiras, projeto social mantido por Silvia no bairro de Fátima, em São Luís, onde oferece iniciação esportiva para crianças e adolescentes.

“Eu olho pra ela assim e vejo um espelho”, conta Any, que disputa os Jogos da Juventude pela primeira vez. Para a jovem, ter na família uma atleta que chegou à Seleção Brasileira e aos Jogos Olímpicos é também uma fonte de inspiração para os próximos passos da própria carreira.

“Me sinto muito bem ter uma pessoa assim, parente, e poder me inspirar. E que um dia eu possa chegar no mesmo nível que ela, conquistar tudo que ela conquistou”, afirma.

A trajetória de Silvia começou justamente em uma competição de base como esta. Em 1995, vinda de um bairro periférico de São Luís, agarrou a oportunidade de participar de seu primeiro campeonato nacional e sua primeira viagem como atleta e seguiu no esporte de rendimento. Depois, passou pelas categorias de base da Seleção Brasileira até chegar à equipe adulta e disputar os Jogos Olímpicos.

“O esporte é tudo na minha vida. Foi ele que me deu as oportunidades que eu tenho até hoje”, afirma Silvia.

Depois de encerrar a carreira como atleta, ela seguiu ligada à competição, sendo Embaixadora do Handebol nos Jogos em 2017. Entre 2019 e 2025, foi supervisora técnica da Seleção Brasileira Júnior feminina e atualmente ocupa o cargo de chefe do Departamento de Esportes de Rendimento da Secretaria de Esportes do Maranhão.

Nesta edição dos Jogos da Juventude CAIXA, Silvia afirma que enxerga na competição a mesma possibilidade que encontrou quando tinha idade próxima à da sobrinha.

“É uma vitrine, um marco. É onde você consegue dar um passo a mais na sua carreira. É uma oportunidade que surgiu na minha vida e que eu agarrei com unhas e dentes”, lembra.

Para ela, a competição pode representar justamente o início de uma trajetória maior para os jovens atletas. Para Any, é também a chance de começar a construir uma história tendo bem perto alguém que já percorreu esse caminho.

Notícias relacionadas