Após Santa Catarina garantir o título no vôlei feminino dos Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026, foi a vez de o time masculino repetir o feito com uma vitória sobre o Paraná por 3 sets a 0 (parciais de 25/23, 25/22 e 25/21). Por trás da conquista do segundo ouro do estado, porém, o elenco dos meninos foi impulsionado pelo protagonismo de duas figuras para lá de carismáticas e com apelidos imponentes: o capitão Caynã Victor, o “Batman”, e o líbero Nicolas, apelidado de “Pitbull”.
Mas não são apenas os apelidos que carregam curiosidades. Natural de Natércia, município com menos de 5 mil habitantes no interior de Minas Gerais, Caynã Victor tentou primeiro a sorte no futebol. Nos gramados, o oposto e capitão do time de Santa Catarina chegou a atuar nas categorias de base do Flamengo e do Cruzeiro como lateral-direito. Em 2023, porém, uma grave lesão interrompeu o sonho de seguir nesse caminho.
“Eu acabei quebrando a tíbia e peguei trauma de jogar futebol. Foi quando decidi ir com tudo para o vôlei”, revela Caynã, que conheceu a modalidade despretensiosamente anos antes, convidado por um amigo. O bom desempenho dele em pouco mais de três anos na modalidade despertou a atenção do técnico Beraldo, que o convidou para treinar em Balneário Camboriú (SC). A mudança de ares acabou impactando muito além do desempenho técnico.

“O vôlei me curou de várias coisas. O Beraldo me falou que eu precisava mudar mentalmente e ficar muito forte fisicamente. Eu cheguei em Balneário com 68 kg e, hoje, estou com 20 kg a mais, com 88 kg”, explica.
A fisionomia mais forte, aliada ao porte físico e à impulsão para “voar” no ataque, ajudou a consolidar o apelido de Batman — alcunha que nasceu quando ainda jogava em Minas por conta da personalidade sincera. O novo comportamento ganhou também aspectos de liderança, que culminaram na responsabilidade de ser o capitão do time campeão dos Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026. “Estou muito feliz. É a prova de que conseguimos chegar e vencer num nível nacional”, comemora o camisa 11 de Santa Catarina.
Na defesa, time de SC conta com a voz do “Pitbull”
Se no ataque o “Batman” define as jogadas do time de Santa Catarina, na retaguarda a segurança é garantida pelo líbero Nicolas Boaventura, 17 anos. O apelido de Pitbull faz jus à postura de liderança comunicativa dentro das quadras.
Assim como o capitão, Nicolas também passou por uma transição de modalidades: jogava futsal e vôlei de praia antes de migrar definitivamente para a quadra em 2023. No início, atuava como ponteiro — posição na qual vibrava a cada ponto com bastante intensidade, traço que ajudou a batizá-lo com o apelido. Com 1,70m de altura, porém, encontrou na posição de líbero um caminho mais promissor para um esporte de gigantes, inspirando-se em ícones da posição como Serginho e Alê, do Sada Cruzeiro.

“O apelido é porque gosto de me impor bastante em quadra, colocar o pessoal para cima e cobrar quando precisa”, explica Nicolas. “Mas tem que saber dosar a energia. É importante sentir o parceiro do lado, ver se ele precisa de apoio ou de uma cobrança mais firme no momento certo da partida”, completa.
Em seu primeiro e último ano disputando os Jogos da Juventude CAIXA, o líbero celebrou o peso de defender o estado e fechar o ciclo no lugar mais alto do pódio. “A representação de Santa Catarina tem um peso enorme. É muito gratificante ser convocado, chegar à final e sair com o título.”
Os Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026 são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu e do Governo do Paraná; patrocínio de Vale, Neoenergia e Wizard, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte; e têm a Urbia Cataratas como Parceiro Local. O COB conta com a CAIXA e Loterias CAIXA como Patrocinadores Olímpicos Nacionais Master, e com adidas, Vale, Tigre, Vivo, Medley, Neoenergia, Wizard, Dasa, Estácio, Neodent, Mormaii e Max Recovery como Patrocinadores Olímpicos Nacionais.