Se a sintonia entre árbitras é importante para conduzir uma partida de handebol, Bruna e Renata Correa têm uma vantagem curiosa: são irmãs gêmeas. Ou melhor, duas de três trigêmeas. E, enquanto Gabriela seguiu a arbitragem em carreira nacional, Bruna e Renata decidiram formar dupla. Nos Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu, as árbitras internacionais encerraram hoje (28) a décima quarta edição da competição em que iniciaram na arbitragem a nível nacional.
“Estreamos como árbitras nacionais aqui nos Jogos da Juventude há 14 anos atrás, a gente gosta muito dessa competição porque é um grupo de arbitragem de alto nível. A gente consegue descontrair, estar em um bom grupo e principalmente ajudar os mais novos também”, conta Renata.
Desde 2014, as irmãs apitaram 13 das 14 edições da competição. Árbitras internacionais desde 2022, Bruna e Renata atuam em competições adultas e internacionais e já somam cerca de sete participações em Mundiais. A dupla também foi convocada para o Campeonato Mundial Adulto masculino, que será realizado em janeiro de 2027, na Alemanha.
“A Duda Amorim, eleita melhor jogadora do Brasil do mundo em 2013, começou aqui e nós também fizemos nossa carreira aqui, então é de extrema importância essa competição para gente”, destacou Bruna.
A experiência em competições adultas e de nível internacional também permite que Bruna e Renata tragam para os Jogos da Juventude novas experiências e diferentes perspectivas sobre o handebol. Ao mesmo tempo, a competição proporciona à dupla a oportunidade de trocar com atletas, equipes e outros profissionais da arbitragem, além de ajudar quem está começando.

A relação das duas com a arbitragem começou depois de uma passagem pelo esporte como atletas. Ao conhecerem a função, decidiram seguir juntas. Desde então, Bruna e Renata sempre apitam em dupla.
“No início, jogávamos e apitávamos as categoria de base, mas depois a gente foi subindo na carreira e teve que optar entre jogar e ser árbitra. E aí decidimos apitar e a gente sempre fez dupla e sempre optou por estar junto”, contou Bruna.
Nos Jogos, elas valorizam especialmente a possibilidade de trabalhar com diferentes equipes e acompanhar de perto o desenvolvimento do handebol brasileiro.
“Às vezes vemos algumas equipes que não jogam o Brasileiro e que a gente só consegue trabalhar aqui. Isso faz a gente entender como o handebol está hoje. E não só a arbitragem, os jogadores também”, destaca Bruna.
Depois de tantos anos acompanhando a competição, a dupla também percebe uma evolução significativa no nível técnico.
“Desde que começamos até agora, está muito maior o nível técnico. Muitas equipes estão vindo com seleções, um nível bastante técnico. Tem atletas que viajam o mundo inteiro e que estão aqui dentro também. Isso só engrandece a competição”, completa Renata.