Até os dez anos, Maria Paula nunca havia imaginado que o esporte poderia levá-la tão longe. Natural de Macapá, no Amapá, a jovem começou no taekwondo após um simples convite da irmã para uma aula experimental. O que parecia ser apenas uma nova atividade se transformou em uma oportunidade de conhecer lugares, descobrir culturas e viver experiências que, até então, pareciam distantes de sua realidade. Quatro anos depois, aos 14, a atleta atravessou o país para disputar os Jogos da Juventude CAIXA 2026, em Foz do Iguaçu, e conquistou a medalha de bronze na categoria 44kg.
Embora a irmã tenha seguido outro caminho, Maria Paula se identificou com o esporte e encontrou ali uma paixão que mudaria sua rotina. Pouco tempo depois, conquistou o Campeonato Amapaense e passou a integrar uma turma de alto rendimento.
Em 2022, a jovem embarcou para o Rio de Janeiro para disputar sua primeira competição nacional. Muito mais do que enfrentar adversárias de diferentes regiões, aquela viagem representou algo inédito: pela primeira vez, Maria Paula deixava o Amapá e descobria um Brasil que até então conhecia apenas de longe.
“Eu nunca tinha viajado para outro estado. Foi através do taekwondo que consegui conhecer novas pessoas e novas culturas. Naquela competição, acabei sendo desclassificada na disputa por medalha por um erro que cometi, mas não foi isso que definiu a minha história no esporte”, contou.
Desde então, as viagens passaram a fazer parte de sua trajetória. A cada competição, novas experiências, amizades e aprendizados se somaram aos resultados dentro dos tatames.
“É muito legal chegar em casa e falar com a minha mãe: ‘Olha, mãe, eu fui para aquele estado, conheci aquela cultura, aquelas pessoas’. Eu nunca imaginei que poderia sair do meu estado para conhecer outros lugares. Foi graças ao taekwondo que comecei a viajar”, destacou.
A lesão inesperada
Nesta edição dos Jogos da Juventude, Maria Paula chegou a Foz do Iguaçu para sua segunda participação no evento. Em 2025, havia ficado fora do pódio após perder a disputa por medalha. Desta vez, retornou mais experiente, mas precisou superar uma lesão nas costas pouco antes da competição, que chegou a colocar em dúvida sua participação.
“Eu me lesionei antes de vir para cá e não estava conseguindo treinar direito. Pensei que nem conseguiria viajar, porque a lesão começou a piorar muito. Mas, dois dias antes da competição, já estava bem melhor. Ver que consegui conquistar uma medalha, mesmo depois de tudo isso, é muito incrível”, relatou.
Do Amapá para o mundo
Depois de conhecer diferentes estados brasileiros, Maria Paula já sonha em carimbar seu passaporte rumo a destinos ainda mais distantes. Seu próximo objetivo é conquistar uma vaga na Seleção Brasileira e representar o país em competições internacionais, levando para além das fronteiras tudo o que aprendeu ao longo de sua trajetória.
“Quero continuar treinando, me dedicando cada vez mais e participar de competições internacionais. Nunca participei de nenhuma, então esse é meu objetivo agora. Também quero chegar à Seleção Brasileira e poder representar o Brasil em outro país”, revelou.
Os Jogos da Juventude CAIXA Foz do Iguaçu 2026 são realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com apoio da Prefeitura de Foz do Iguaçu e do Governo do Paraná; patrocínio de Vale, Neoenergia e Wizard, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte; e têm a Urbia Cataratas como Parceiro Local. O COB conta com a CAIXA e Loterias CAIXA como Patrocinadores Olímpicos Nacionais Master, e com adidas, Vale, Tigre, Vivo, Medley, Neoenergia, Wizard, Dasa, Estácio, Neodent, Mormaii e Max Recovery como Patrocinadores Olímpicos Nacionais.